Mentalidade em tempos de crise


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Numa crise emergem sempre oportunidades

É um cliché ouvido, escrito e apregoado vezes sem conta sempre que nos encontramos em situações adversas: numa crise emergem sempre oportunidades. Existem variações desta teoria, entre as quais a de que é durante estes períodos que sobressaem as pessoas, empresas ditas mais fortes, visionárias e ambiciosas e que os designados mais fracos, ou mais impreparados ficam para trás.

Em Portugal, os desafios e as dificuldades que o país enfrenta atualmente a todos os níveis, podem ser um convite a esta resignação, alimentada mais ainda por um pessimismo já crónico em terras lusitanas. Felizmente, existem ainda muitas empresas, personalidades, que respondem com um rotundo não a este convite, e têm uma mentalidade precisamente oposta: olham a crise nos olhos e não se intimidam, antes pelo contrário, agigantam-se!

Julgo que se trata, acima de tudo, de uma questão de atitude. Num sector como o do recrutamento e seleção, por entre as centenas de entrevistas realizadas, a partir de uma certa altura torna-se mais fácil e intuitivo distinguir os candidatos que estão melhor preparados para enfrentar adversidades. Como? Pela ambição. Por não esperarem que o destino, que as oportunidades, lhes caiam literalmente no colo. Por não estarem dependentes de terceiros, que lhes mostrem o caminho e lhes indiquem por onde seguir.

Ninguém é naturalmente pessimista ou otimista. É uma mentalidade que se desenvolve, que se incentiva. Os otimistas têm objetivos muito nítidos e não se demovem facilmente. Sabem o que querem e embora nem sempre o consigam, não se atemorizam e encontram soluções, inovam. Uma empresa perante uma deterioração do mercado e do seu negócio pode optar por desinvestir, cortar postos de trabalho, ou pelo contrário, desenvolver estratégias alternativas de criação de valor, ser mais criterioso na escolha do seu talento. Cada sector tem as suas especificidades mas ter o melhor talento a bordo de um barco que enfrenta uma tempestade será sempre um fator essencial para chegar ao destino.

Edith Piaf pedia que víssemos a realidade da melhor forma possível, que víssemos La Vie en Rose. Não é preciso pedir tanto, mas se em vez de nos lamentarmos pela situação em que nos encontramos, nos esforçarmos ativamente para traçar o nosso próprio destino, isso já fará toda a diferença!

Sílvia Nunes

Executive Manager Page Personnel

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